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Deep Web: um submundo de violação de direitos

04.08.2014

Como se proteger da categoria obscura da web

Ao ler o texto, você vai passar por algumas décadas de história para perceber como as coisas mudaram. Antigamente, utilizávamos máquinas de escrever. Hoje, digitamos em tablets. Quem ainda envia cartas? Se quisermos falar com alguém é mais fácil ‘chamar no Whatsapp’. Tempos atrás uma linha telefônica custava muito caro. Hoje, compramos chips de operadoras de celular com cinco reais. Facebook, Twitter, Instagram, Pinterest, todas estas palavras estrangeiras que fazem parte do nosso cotidiano, não eram nem imaginadas poucos anos atrás; o Orkut que o diga – aquele que deu início a ‘era das redes sociais’ já tem seu fim decretado para mês que vêm.    

A tecnologia tem feito com que as informações cheguem cada vez mais rapidamente ao usuário. As inovações são tão rápidas, que existem caminhos que nem mesmo a maioria dos usuários conhece. E são caminhos perigosos.  Já ouviu falar de Deep Web ou Dark Net? Esses termos referem-se ao submundo da internet, uma categoria obscura repleta de coisas bizarras e violações de direitos.  Confesso que não conhecia. Mas quando soube do que ocorre na Deep Web, busquei informações. E aviso: são coisas absurdas.  

Vou explicar. De forma genérica, a web que todos utilizam seria a parte superficial do oceano, e a Deep Web, toda a porção submersa. Essa rede é tão perigosa que, para acessá-la, é necessário um software que de tempos em tempos remete seu IP (a identificação de seu computador) a outros lugares, para preservar anonimato. Quer saber por quê? Essa estrutura obscura da internet possui redes criminosas de todos os tipos, sites terroristas, pedófilos, sociedades satânicas e nazistas - conteúdos que não são apresentados pelos buscadores padrões como Google e Yahoo, por ser considerado ofensivo, ou potencialmente perigoso.

Mas qual minha relação com esse tema? Todos sabem de minha militância na Câmara Municipal de São Paulo pelos direitos infantis e pela luta contra a exploração sexual de crianças. Meu interesse pela Deep Web surgiu exatamente disso: esse submundo possui os maiores e mais absurdos casos de exploração sexual infantil, pedofilia, tráfico de pessoas, trabalho escravo e torturas, pelo simples fato dessa rede proporcionar a maior garantia de anonimato ao usuário, o que torna muito mais difícil localizar esses criminosos, transformando a luta contra a exploração de crianças em algo mais complexo.  Existem, sim, casos de exploração de crianças na rede da web convencional. Mas os casos mais extremos estão na Deep Web.

Grande parte dos maníacos que hoje se identificam com codinomes na Dark Net começaram a se envolver com pedofilia e abuso de crianças a partir de um vício muito conhecido: a pornografia.  Infelizmente, hoje, por causa da pornografia, muitas crianças têm se tornados vítimas de criminosos. E isso ocorre no planeta inteiro.  Um conselho: não tenha interesse em acessar a Dark Net. Não há nada nela que agregue valor. Claro que não devemos ser ignorantes. Devemos saber que existe uma web obscura, e conhecer as formas de enfrentá-la para que possamos proteger nossas crianças.  
Assim como  informações e conteúdos evoluem rapidamente, mecanismos de proteção contra sites ofensivos também avançaram. Faça sua parte e não deixe seus filhos expostos a qualquer conteúdo. Oriente seus filhos.

Agora, uma dica: aprenda o mínimo sobre internet ou coisas que não são do seu tempo. Se você ficou boiando ao ler o primeiro parágrafo do texto por não conhecer palavras como Instagram ou Whatsapp, é bom se informar (rs). Para orientar seus filhos você deve falar na linguagem deles.  

O texto é um alerta.  A Deep Web é uma epidemia silenciosa. E a informação é o melhor remédio para nos protegermos.


 
 
 
 
 

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