​Iniciativa de Patrícia Bezerra propõe uso de apito contra o abuso de mulheres nos coletivos

Em audiência pública organizada por Patrícia Bezerra na Câmara Municipal de São Paulo, a vereadora propôs a criação de um apitaço contra o abuso sexual que mulheres têm recebido no transporte público, sob o lema, “Não agrida, apite”.

A iniciativa tem como origem um movimento que ocorreu em um bairro do Recife, e parte de um princípio bem simples: caso a mulher seja abusada, ou se sinta coagida, ela deverá apitar. As mulheres próximas farão o mesmo com seus apitos. Isso deverá amedrontar o molestador e facilitar a atuação da polícia.

Em São Paulo, o projeto piloto ocorrerá na estação Corinthians-Itaquera.  As mulheres que estiverem na estação receberão um apito e um panfleto explicativo sobre a ação que deverá seguir o mesmo procedimento da ação de Recife.

“O apitaço trata-se de uma espécie de grito das mulheres contra a violação de seus direitos. Pretendemos com isso, chamar a atenção da opinião pública, da imprensa e da população para a gravidade do problema do abuso de mulheres. Mais do que isso, pretendemos uma reação das mulheres. Mas sem violência. As mulheres não se rebaixarão ao nível do agressor”, finaliza Patrícia Bezerra.